RESENHAS

Em Chamas – Suzanne Collins (Trilogia Jogos Vorazes #2)

Finalizei recentemente a leitura de “Em Chamas”, o segundo livro da série distópica “Jogos Vorazes”. Se você ainda não leu o primeiro livro, não indico que continue lendo esta resenha, pois estará repleta de spoilers referente ao mesmo, haha.

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Depois de Katniss e Peeta terem conseguido se salvar e vencer os Jogos Vorazes, o Presidente Snow não fica feliz com o resultado e resolve interferir. Ele sabe que a união de ambos é apenas um acordo e que a jovem na verdade acabou deixando um alguém apaixonado no distrito 12. Além disso, a decisão de Katniss em querer de certa forma sabotar os jogos, resulta em distritos agitados e inúmeras rebeliões.

A jovem quando enfim consegue vencer, assim como Peeta, pensa que sua vida e de sua família será tranquila, porém, assim que fica sabendo das rebeliões, tenta contornar a situação, convencendo a todos que realmente ama Peeta.

Em meio a um clima intenso e muitos esforços, ela é surpreendida com a notícia sobre o terceiro Massacre Quaternário, uma edição especial dos Jogos que acontece a cada 25 anos e que ao invés de reunir novos tributos, recruta os vencedores das edições antigas. Sabendo que terá que voltar a arena, a jovem chega a pensar em fugir, contudo, depois de alguns acontecimentos, sabe que essa não é uma opção.

Depois de um anúncio impactante e atitudes que possuem o intuito de enfrentar Snow, o jovem casal se prepara para a nova batalha. Logo que os jogos começam, alianças se formam e são as mesmas que não somente respondem perguntas que são feitas durante todo o combate, como também decidem quem serão os sobreviventes.

“Porque, às vezes, acontecem coisas com as pessoas as quais elas não estão preparadas para lidar.”

“Não quero que você se esqueça de como as nossas circunstâncias são diferentes. Se você morrer, e eu continuar vivo, acaba a vida para mim. Você é toda a minha vida. Eu nunca mais seria feliz. Para você a coisa é diferente. Não estou dizendo que não seria difícil. Mas existem outras pessoas que fazem com que a sua vida valha a pena ser vivida.” 

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Eu “devorei” o livro, foi uma leitura muito envolvente, daquelas que te atrai do início ao fim. Gostei do fato da autora ter aumentado a participação de outros personagens, como por exemplo de Cinna, que se mostra forte e toma uma atitude impressionante, sem pensar nas consequências.

Se o primeiro livro é repleto de drama, ação e aventura, este é duplamente, há inúmeros momentos que tiram o ar do leitor, que o fazem querer prosseguir para saber qual o desfecho, que a propósito, é super conturbado. Finalizei com aquele gostinho de quero mais e a paz de quem está com a continuação em mãos, hihi. Se eu já decidi se sou Team Gale ou Team Peeta, hmm, sim, mas ainda não vou contar, hahaha!

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Boa leitura, beijos! ♥

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Jogos Vorazes – Suzanne Collins

Oii, boa tarde leitores!

Começando a semana com a resenha de “Jogos Vorazes”, um livro que quando foi lançado virou “modinha” e que até hoje atrai muitos leitores. É a típica história que não somente surpreende e envolve através das linhas do livro como também nas telas, a adaptação foi bem fiel e interessante. Eu li este livro na época em que foi lançado e em seguida assisti ao filme, porém, acabei não prosseguindo com a leitura da série e na última visita que fiz à biblioteca encontrei a trilogia e achei que seria uma ótima oportunidade para lê-la.

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Katniss mora no décimo segundo distrito de Panem, um lugar repleto de proibições e dificuldades, cujo pessoas morrem de fome, simplesmente porque o governo não se importa. A jovem, depois que perdeu o pai nas minas, se sente responsável pela mãe e irmã e devido a isto, junto a Gale, seu melhor amigo, atravessa a floresta em busca de caça.

Em razão de um conflito organizado anos atrás contra a Capital, a mesma resolveu além de criar leis para garantir a paz, criar os Jogos Vorazes. O evento ocorre anualmente e tem como intuito reunir um menino e uma menina de cada um dos doze distritos,  prendê-los em um campo de batalha que pode ser uma selva ou um deserto e por semanas fazer com que os mesmos lutem até que reste apenas um sobrevivente.

Para os meninos/meninas que necessitam de uma quantidade de grãos e óleos adicionais, segundo as regras, podem adicionar o nome ao sorteio mais vezes e por isso tanto Katniss quanto Gale se sentem receosos, pois possuem inúmeros papeis. Contudo, destino ou não, a escolhida deste ano é Prim, a irmã de Katniss. A jovem fica tão preocupada em ser escolhida, que não chega a pensar que justo sua irmã que possui apenas um papel pode vir a ser a escolhida e por isso sem pensar, assim que ouve o nome da mesma, se voluntaria no lugar dela.

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Quanto ao menino, o escolhido é Peeta, o filho do padeiro e apesar do mesmo possuir inúmeros irmãos, nenhum se voluntaria para ir em seu lugar. Depois das despedidas, ambos partem rumo a Capital para conhecer melhor as regras do torneio, os demais participantes, para o treinamento e por fim, o combate.

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Em meio a enfermidades, estratégias, dificuldades e uma pitada de romance, Katniss precisará enfrentar não somente os vinte três participantes, como também a si mesmo.

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O livro é dividido em três partes: “Os Tributos”, onde é descrito a infância e vida atual de Katniss e a apresentação dos escolhidos para os Jogos Vorazes; “Os Jogos”, onde são descritos os combates entre os escolhidos e as estratégias de sobrevivência e por fim “O Vitorioso”, onde uma regra é alterada, modificando essencialmente a competição.

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Que distopia fascinante! É incrível como a autora consegue guiar os sentimentos do leitor, fazendo com que o mesmo se sinta no enredo como se fosse um personagem. As cenas foram muito bem construídas, há momentos angustiantes que te fazem refletir até onde um ser humano consegue suportar.

Amei o fato de Katniss ser uma personagem forte e não se deixar abalar perante adversidades. Quanto ao romance, bem, não sei ainda se sou team Gale ou team Peeta, haha.

Apesar de eu já ter lido e assistido ao filme, esta releitura foi uma ótima experiência, não vejo a hora de poder ler a continuação! Super recomendo!

Boa leitura, beijos! ♥

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HannaH – Bruno Godoi (Série O Escritor do Calendário #2)

Oii, boa tarde leitores!

Mês passado conheci o autor Bruno Godoi através do Instagram e aproveitei para conhecer melhor uma de suas obras. “Hannah” é o segundo livro de uma série chamada “O Escritor do Calendário”,  que será composta por doze histórias, sendo que em cada uma será explorado um gênero diferente e cujo a publicação será feita mensalmente.

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Sinopse:

Num futuro distante, os homens foram atacados pela Febre Luison. Noventa por cento da população morreu. Países e continentes foram afetados e apenas duas regiões se manteram habitáveis: a Amazônia e o Pantanal. Numa coligação entre exército e cientistas, um país surgiu: o Estado Amazônico.
Com a abundância de recursos, condições naturais favoráveis e dedicados unicamente para a ciência, os amazônicos prosperaram ao ponto de colonizar asteroides, construir bases lunares e criar espaçonaves para viajarem numa supervelocidade próxima à da luz. Porém, mesmo com toda a tecnologia, eles não conseguiram descobrir a cura para a febre que ainda pairava no mundo e era transmitida por uma coisa tão pequena perto da grandiosidade humana: o mosquito Aedes aegypti.
A situação piora, e no momento crucial da Terra, Hannah, a astrofísica criadora da Máquina da Vida, sai em uma missão quase impossível: buscar a cura para a doença numa viagem espacial de 30 anos. Porém, Hannah não está interessada na vacina, ela busca a resposta mais íntima do ser humano: o que é a vida? O que eu sou?

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A Terra depois de sofrer pelo desmatamento, poluição, destruição e superexploração de recursos, é afetada pela febre Luison, uma doença disseminado através da picada do mosquito Aedes aegypti. A situação é tão grave que apenas restam duas regiões habitáveis: a Amazônia e o Pantanal. No entanto, estas regiões não são de livre moradia, apenas uma pequena parcela da população formada pelo exército e por cientistas e ricos possuem permissão para habitá-las.

Hannah é doutora em astrofísica, doutora em cosmologia, física teórica, coordenadora do projeto “Uma Nova Esperança” e criadora da Máquina da Vida. Filha de franceses, a cientista se preocupa apenas com fatos, seu intuito principal na vida é criar uma máquina responsável por criar condições para o surgimento de novas vidas para que desta maneira as mesmas possam colonizar outros países.

Hannah sente que para conseguir compreender melhor a máquina, precisa gerar uma vida e assim o faz. Estrela é uma menininha diferente, pois sabe o que é o amor, um sentimento quase extinto no tempo atual.

Neste novo mundo, muitas coisas se alteram, sendo uma delas, o tempo de gestação humano, que ao invés de ser nove meses, passa para cinco meses e isto devido a exigência do governo em querer um retorno mais rápido quanto aos trabalhos científicos. A gravidez é incentivada, pois devido ao intenso esforço, a taxa de mortalidade é altíssima.

A doutora devido a situação que o mundo está vivendo, começa a pensar em viajar ao tempo, acha que se puder avisar todos na Terra sobre a febre, eles terão tempo e pensarão em uma solução. Contudo, ela recebe a visita de dois cientistas que a convencem que a melhor solução é sim viajar no tempo, mas com o intuito de criar um anticorpo capaz de erradicar a febre.

Depois de muita discussão, enfim, Hannah concorda e se prepara para a tão importante viagem, no entanto, a cientista não pensa somente em salvar a Terra, pensa também em procurar respostas para as suas perguntas.

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Uma leitura rápida, fluida e envolvente! Um livro que apesar de conter poucas páginas, possui muito conteúdo, garanto que ao finalizá-lo será bombardeado de perguntas e reflexões.

Chega a ser assustador a maneira com qual somos apresentados ao enredo, já que estamos vivendo em um período onde o Homem não se importa com a natureza e as consequências geradas devido a intensa exploração, chego a imaginar que pode ocorrer algo semelhante ou até pior, até porque não sabemos até quando este ambiente em que vivemos suportará tanta pressão.

A cada nova leitura um detalhe diferente é percebido e posso confirmar que ao ler pela segunda vez pude compreender melhor o desfecho, hihi! Não há como não mencionar que me lembrei muito do filme “Interstelar” no decorrer da história, o leitor sente que há um quê misturado com o estilo do autor e da mesma forma que há um momento impactante no filme, há também no livro, aquele momento que te faz perder o ar por um instante.

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Ao final do livro, já somos apresentados a sinopse de “Estou Morta?”, o terceiro título da série, uma distopia.

Sinopse:

Você é uma assassina e quer ganhar um bilhão de dólares. Pra isso, basta seguir um manual criado por uma mente psicótica e viver numa cidade misteriosa com um bando de gente estranha. Vamos começar o jogo?

Kara matou a mãe e agora está concorrendo a um bilhão de dólares. Pra ganhar, ela tem que ficar calada, seguir as regras e vencer um jogo. Mas a louca é boca suja demais e vai se envolver numa conspiração valendo a vida de muitas pessoas.

Será que um bilhão de dólares paga a maldade que TheGod, o idealizador do experimento, quer fazer com os participantes?

TheDog, a cidade palco dos jogos foi aberta, agora é seguir o Manual Bíblico e sobreviver. O prêmio de um bilhão de dólares será a última coisa que os jogadores vão querer ganhar depois que o toque de recolher soar.

Bem-vindo à TheDog, a cidade do deus God.

Entre e fique, pois como diz no Décimo Sexto Mandamento: “Não tem como sair”.

O primeiro e segundo livro da série estão disponíveis na Amazon, para comprar, basta clicar aqui e aqui, respectivamente.

Boa leitura, beijos! ♥

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Quinta Leitura Finalizada da Carnatona – Incendeia-me – Tahereh Mafi (Trilogia Estilhaça-me #3)

Oii, boa noite leitores!

Enfim, li o tão esperado desfecho da Trilogia “Estilhaça-me”, da Tahereh Mafi. Assim que soube que participaria da Carnatona, não tive dúvidas em colocar o título na tbr.

No segundo livro, em meio a batalha travada entre o exército do Restabelecimento e os rebeldes, Juliette é baleada de forma fria por Anderson, supremo comandante do Restabelecimento e pai de Warner. A jovem apenas consegue se recuperar graças ao filho do comandante e os cuidados médicos de Sonya e Sara. Assim que acorda, Juliette se sente muito desorientada e se surpreende ao ver Warner ao seu lado. Ele tenta acalmá-la e depois de muita insistência, lhe conta o desfecho da batalha. Infelizmente os amigos da mesma morreram e os únicos sobreviventes foram eles e as garotas.

A jovem resolve então planejar uma vingança contra Anderson e antes de ir até o Ponto Ômega conferir por si só toda a destruição e verificar se realmente seus amigos não estão escondidos, pergunta a Warner se ele vai acompanhá-la e ficar contra o pai. Mesmo sendo seu pai, ele não hesita em ajudá-la e juntos, chegam até o Ponto Ômega e se surpreendem com o que encontram.

Além da batalha que planeja travar com o supremo comandante, Juliette deve travar uma batalha com seu coração e decidir o que realmente sente e por quem sente.

Uau! Que livro fantástico! É maravilhoso poder acompanhar o amadurecimento de Juliette, a cada novo livro a protagonista nos surpreende com suas atitudes e apesar de se sentir confusa diante de seus sentimentos a respeito de Warner e Adam, há um momento da história que ela consegue discernir exatamente. Além dos seus sentimentos, a jovem aprenderá também a dominar e direcionar seu poder, podendo assim ajudar a todos que ama.

Que reviravolta encontramos nesta história, começamos a trilogia amando e torcendo por Adam e finalizamos encantadas com Warner, é maravilhoso a maneira com que a autora nos apresenta sua vida e os fatos que o fizeram ser e aparentar ser como é.

Não poderia deixar de mencionar também o quão bonita e singela é a amizade entre Juliette e Kenji, o apoio mútuo diante das mais diversas situações, confesso que gostaria muito de poder ler um spin-off falando sobre ele, seu passado, sonhos e anseios.

Finalizei o livro em poucos dias, na verdade foram poucas horas, por isso acho que posso dizer que “devorei” o título, hihi. E mesmo sabendo que este é o último livro da trilogia, eu senti que no desfecho há uma pequena margem indireta de que poderá haver uma continuação, alguém mais sentiu isso?

Quanto a diagramação, a Editora Novo Conceito está de parabéns, a arte de capa é belíssima, o tamanho da letra possibilita um maior conforto ao leitor, já que não é tão pequena, as folhas são amareladas e os capítulos são curtos, eu AMOO quando isso acontece, porque parece que a história acaba fluindo mais, hehe.

Para finalizar, a trilogia “Estilhaça-me” vai virar série de TV 😱 😱 😱

Segundo o Sobre Sagas, o roteiro da primeira temporada já está pronto e o primeiro episódio da série já possui um título: “O Fim, o Começo”. Eu estou dividida, ora empolgada, ora receosa, sempre fico assim diante de adaptações, me preocupo com a seleção dos atores e o roteiro em si, mas vou me manter positiva e torcer para que a série seja fiel e agrade a todos

Boa leitura, beijos! ♥

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Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley

Oii, boa noite leitores!

Sabe aquele livro que sempre está na lista de livros que todos deveriam ler, dos melhores e afins? Pois é, esse é um dos títulos e semana passada fui à biblioteca e me deparei com o mesmo, como não tinha nenhum outro título em mente para reservar, o escolhi.

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Meu conselho para se iniciar o livro é tentar manter a mente neutra, pois vai ler sobre um mundo um pouco diferente, além de ser uma distopia, o livro ainda faz uma forte crítica ao futuro da humanidade.

O livro começa com uma excursão, onde os estudantes são guiados por um Diretor de Incubação e Condicionamento e o mesmo explica para eles como ocorre a fecundação. Como a sociedade é regida a partir do lema “Comunidade, Identidade, Estabilidade”, já não existe mais o romantismo e os filhos não são gerados de forma natural, agora os embriões são “produzidos” em laboratório de acordo com as características pré-selecionadas e é utilizado para isso a linha de produção. A sociedade é dividida em classes: Alfas, Betas, Gamas, Deltas e Ípsilons e cada uma possui uma função principal, sendo os três últimos a base.

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No processo de fecundação, cada ser recebe um tratamento de acordo com sua classe, trabalho a ser realizado e a maneira como deve se portar na sociedade. Os de classe inferior são ensinadas a ficar longe de livros e plantas e os de classe superior a ficar longe dos últimos. Tudo que devem saber aprendem durante a infância, ou seja, o conhecimento é algo que se mantém de certa forma estagnado.

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Crianças se divertem com brinquedos eróticos e a promiscuidade é tido como algo normal, além disso, os livros são proibidos e vistos como algo ruim, inclusive os que se referem a Deus, como a Biblia por exemplo. De uma maneira geral, todos se sentem felizes nas suas castas e há a utilização de uma substância chamada Soma, que tem como intuito deixar a ordem na sociedade estabilizada, tanto que é receitada para todos os funcionários depois do fim do expediente.

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Depois que esse enredo é apresentado, conhecemos Bernard Max, um alfa um pouco insatisfeito com a sociedade que nutre uma paixão por  Lenina, uma beta. A jovem gosta da vida que leva, sai com alguns rapazes, não fica sem sua Soma e apesar de achar Bernard um tanto quanto estranho, aceita sair com o mesmo já que o convite envolve uma visita a reserva de selvagens.

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A reserva de selvagens é composta por pessoas que vivem de acordo com as velhas regras da sociedade, ou seja, prezam pela monogamia, a fecundação ocorre de maneira natural, não utilizam remédios para se sentirem felizes e nem para se manterem jovens, além de viverem em um habitat extremamente sujo e mal cuidado.

Quando o casal chega a reserva, conhecem Linda e seu filho John. A mesma os conta que também era uma beta e que foi devido a uma visita a reserva acompanhada por um diretor que acabou nessa situação. Eles tinham chegado ao local e ela acabou se envolvendo em um pequeno acidente e foi abandonada. Depois de um tempo engravidou e acabou tendo que aceitar a nova situação. Diante da história, Bernand aproveita para falar com seu superior sobre o caso e lhe pede permissão para levar Linda e John com ele, e depois da uma permissão, assim o faz.

Depois desse fato, não somente é narrado a maneira como Bernard se comporta, como também são expostas as diferenças entre a “velha” sociedade e a atual.

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O livro é repleto de referências e não é uma leitura que se termina em pouco tempo, eu demorei um pouco mais porque queria aproveitar e interpretar cada trecho da melhor maneira. Eu fiquei impressionada com o enredo, foi muito bem escrito e o assunto é ao mesmo tempo fascinante e assustador, é um daqueles que nos fazem refletir e imaginar se não seria possível um dia acontecer. Basta pensar que já temos uma Soma, só não é distribuída e utilizada como no livro, mas possui o mesmo intuito; com relação as castas, existe no mundo moderno, mas não é denominado dessa forma e nem tratada assim.

É perceptivo a adoração que o autor tem por Shakespeare, já que a história está repleta de trechos do mesmo. Super recomendo a leitura a todos!

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Boa leitura, beijos! ♥

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Liberta-me – Tahereh Mafi (Série Estilhaça-me #2)

Oii, boa tarde leitores!

A resenha de hoje envolve o segundo livro da série “Estilhaça-me”, da autora Tahereh Mafi. Eu me apaixonei pela trama do primeiro livro e principalmente pelo do spin-off, ele inclusive foi fundamental para responder algumas dúvidas que eu tinha acerca do personagem Warner.

Fiquei tão animada com a história que aproveitei para começar a ler o segundo livro e infelizmente não foi um dos meus favoritos, senti que o começo é muito parado, um tanto quanto enfadonho, mas o bom é que a partir do meio começa a haver uma certa fluidez, acho importante mencionar isso desde o início para que não abandonem o livro.

A história se inicia no Ponto Ômega, lugar onde Juliette e Adam agora residem. Os moradores estão se preparando para uma guerra contra o Restabelecimento. A jovem apesar de estar se sentindo bem melhor, implica um pouco devido as regras impostas, pelo fato de não poder passar tanto tempo com Adam e por não se sentir tão à vontade, já que os moradores sentem medo dela e do que ela pode fazer. Se já estava um tanto quanto incomodada, Juliette não sabe como reagir quando percebe que Adam está estranho, ainda mais quando eles se tocam, é como ela estivesse o machucando. Diante da dúvida, fica difícil para ela não pensar em Warner, já que o mesmo pode tocá-la sem se ferir.

“Disse a ele que sempre me vi como um tipo de versão doentia de uma planta carnívora, e ele falou: Ah, MEU DEUS. Sim. SIM. Você é exatamente assim. Caramba, sim. Bonita o bastante para atrair a presa, ele disse. Forte o bastante para apertar e destruir, ele disse. Venenosa o suficiente para digerir as vítimas quando a carne entra em contato. “

Com a proximidade da guerra, a jovem deve tentar compreender o funcionamento de seus poderes e saber como controlá-los, mas é um tanto quanto difícil já que passou 17 anos sofrendo por causa dos mesmos e o fato de ter que usá-los não lhe é tão atrativo, mesmo que para se proteger ou ajudar as pessoas que ama. Depois que ela descobre o tal motivo de Adam estar mais afastado, ela passa a treinar somente com Kenji e a partir desse momento começa a surgir uma grande amizade.

“Esperança.
É como uma gota de mel, um campo de tulipas florescendo na primavera. É chuva fresca, uma promessa sussurrada, um céu sem nuvens, a pontuação perfeita no final de uma frase. E é a única coisa no mundo que me mantém em pé.”

Diante do sequestro de dois residentes do Ponto Ômega, Juliette é chamada pelo pai de Warner para conversar e apesar de não ir sozinha, muitos acontecimentos lhe acometem e por fim apesar de não libertarem ambos os prisioneiros, eles agora possuem um: Warner.

“É o tipo de sorriso que o transforma em uma pessoa completamente diferente, o tipo de sorriso que coloca estrelas em seus olhos e um brilho intenso em seus lábios, e percebo que nunca o vi assim antes. Nunca tinha visto seus dentes, tão retos, tão brancos, nada menos do que perfeitos. Um exterior perfeito, perfeito para um garoto com um coração preto, preto. É difícil acreditar que há sangue nas mãos da pessoa que estou observando. Ele parece suave e vulnerável… Tão humano. Os olhos estão meio fechados por causa do sorriso e as bochechas estão rosa com o frio. Ele tem covinhas. Ele é, sem dúvida, a coisa mais bonita que já vi.
E eu queria nunca tê-la visto.”

Juliette é chamada para conversar com o jovem e mesmo não concordando, sabe que não há como recusar e assume o desafio. Ela é surpreendida por Warner diversas vezes e o ódio que alimentava pelo mesmo agora está se transformando em algo mais e resta a ela saber como lidar com essa nova situação.

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Mesmo não sendo meu preferido, eu tenho que reconhecer que a autora sabe como induzir o que seu leitor vai sentir e o que vai pensar, é engraçado como no primeiro livro somos levados a nos apaixonar por Adam e torcemos para que ele termine com Juliette e ao final do spin-off e desse segundo livro, passamos a conhecer melhor Warner e até mesmo gostar dele e da maneira como ele trata a jovem e começa a surgir a esperança de que um novo relacionamento pode surgir.

Depois que terminei a leitura, comecei a aceitar melhor a história, talvez não tenha sido criada para ser tão cativante quando os demais porque não é focada tanto no romance, mas sim na guerra e no quanto a personagem principal tem que lutar para libertar seus sentimentos e aceitar seus poderes.

Boa leitura, beijos! ♥

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Estilhaça-me – Tahereh Mafi (Série Estilhaça-me #1)

Oii, boa tarde leitores!

A resenha de hoje envolve o primeiro livro lido da Livratona \o/

Eu fiquei com dúvidas quanto a qual distopia escolher e como já disse anteriormente em outro post, acabei nesse título pela linda capa e a sinopse intrigante. Confesso que comecei a ler antes do início oficial da maratona, rs, não resisti. É o típico livro, cujo a leitura flui, eu nem senti o tempo passar, é uma história diferente que consegue atrair a atenção do leitor do começo ao fim.

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Juliette está internada em um manicômio há 254 dias e devido a isso começa a se esquecer de situações simples como falar, ler e até mesmo sente dificuldade para raciocinar sobre as coisas externas. Vive trancafiada em uma cela sem a menor condição, mal se alimenta e se esforça para conseguir sobreviver. Ela foi mandada para o local, pois seus pais não a aguentavam mais, a jovem apresentou desde muito cedo uma condição distinta, a mesma não podia tocar em ninguém, pois se caso o fizesse seria mortal.

“A verdade é uma amante maldosa e ciumenta que nunca dorme.”

Por estar acostumada com a escuridão e a solidão, Juliette se surpreende com a vinda de um novo companheiro a sua cela, inicialmente ela se assusta e imagina que o fizeram para torturá-la, mas com o passar do tempo ela desencana e passa a se comunicar com o mesmo e até lhe ensina alguns truques, enquanto ele lhe atualiza a respeito do que se passa no mundo externo.

“— As pessoas perseguem as coisas que elas temem o tempo todo.”

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Quando ambos são libertados, a jovem se sente confusa e insegura, não entende o porquê de estar sendo solta e mais, passa a se sentir traída quando percebe que Adam, o companheiro de cela está diferente, ele age como se conhecesse as pessoas que os resgataram e ela começa a se perguntar se tudo não passou de uma encenação. Com o passar dos dias, ela acaba percebendo que sua libertação não foi de graça, pelo contrário, ela terá tudo que necessitar, desde que aceite se unir ao chefe do Setor 45 do Restabelecimento. O último é o nome dado ao governo atual, totalmente autoritário que possui a premissa de recriar um novo mundo. O intuito do mesmo é fazer uso do “poder” de Juliette e a mesma é claro não concorda, já sofreu muito e por isso vai lutar até o fim pela sua liberdade. Junto a esse conflito, a jovem deverá ainda refletir sobre a real intenção de Warner, o chefe responsável pelo Setor 45 e sobre Adam.

“Lembro-me de você todos os dias, eternamente cada simples momento da minha vida. Você foi o único que olhou para mim como um ser humano.
Ele nunca falou comigo. Ele nunca falou uma só palavra para mim, mas ele foi o único que ousou se sentar perto de minha cerca. Ele foi único que sempre me apoiou, a única pessoa que brigava por mim, o único que esmurrara alguém no rosto por ter jogado uma pedra na minha cabeça. Nem mesmo sei como agradecer.”

“— C-como você pode se importar com alguém… como eu? — Mal respiro, nervosa e petrificada, mas de algum modo fito seus lábios, estudando seu corpo, contando as gotas d’água despencando das colinas e vales de sua boca.
— Porque estou apaixonado por você.”

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Uau! Que livro mais fascinante, a história ficou repassando na minha cabeça depois que eu termnei, que surpresa maravilhosa! A autora utilizou um recurso durante a história que ao meu ver somente a deixou mais impactante que foi repetir algumas palavras e frases com o intuito de dar ênfase a situação e realmente, se você for ler rapidamente sentirá o quão forte é a emoção que a personagem está querendo transmitir.

Eu amei a forma como os personagens foram sendo anexados a história, a construção dos mesmos ficou fabulosa, houve momentos que me dividi entre gostar e odiar o Adam, não consegui confiar plenamente e confesso que mesmo depois de ler o desfecho, ainda não tenho total segurança, vai ver é coisa de capricorniana, haha. O Warner, apesar de ser um vilão extremamente louco, ele tem um quê a mais, algo que atrai e que te faz pensar se realmente não esconde algo por trás da figura imponente. Cheguei inclusive a escrever que queria muito que tivesse um livro narrado do ponto de vista dele e pesquisando os demais títulos da série descobri que o spin-off “Destrua-me” é exatamente sobre o mesmo, por isso voltei aqui e reescrevi, é demais! (Adoro livros que abordam diversas perspectivas, é uma maneira de conhecer mais a fundo os personagens)

A série “Estilhaça-me” é composta por 5 livros, sendo 2 spin-offs. Comecei e terminei a leitura do spin-off na quinta à noite, não resisti, rs. Recomendo a todos que gostam de uma distopia repleta de ação, mistério e uma pitada de romance.

Boa leitura, beijos! ♥

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Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

Oii, boa tarde leitores!

A resenha ilustrada de hoje envolve uma distopia que foi selecionada pelo Book Club para ser lido no mês de maio. Quando vi ao que se referia o título, fiquei um pouco apreensiva, não costumo ler livros com essa temática, mas em contrapartida também fiquei curiosa, é uma obra que recebe sempre muitos comentários positivos.

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Em um futuro incerto, as casas são a prova de fogo e as pessoas não possuem a permissão de ler livros, o governo atual parte da premissa de que as informações necessárias e a cultura devem ser transmitidas, absorvidas através das televisões.

O papel que os bombeiros desenvolvem já não inclui apagar incêndios, eles possuem unicamente a função de queimar livros, ou seja, quando alguma pessoa é vista lendo, a polícia é chamada para prender a mesma e em seguida os bombeiros fazem seu trabalho de queimar a prova do crime.

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Guy Montag é casado com Mildred, mulher essa que concorda com o governo, passa seus dias assistindo a televisão e é viciada em pílulas para dormir. Ele é bombeiro e gosta da profissão, se sente útil e não se questiona se o que faz realmente é correto.

Um dia, Montag está voltando para casa e se depara com Clarisse, uma jovem menina que está a caminhar e que pergunta se o mesmo pode acompanhá-la até em casa, ele concorda e a partir desse dia inicia-se não somente uma amizade, mas também o modo de pensar do mesmo começa a se alterar. Ele se surpreende com a felicidade que ela sente diante de pequenas situações e/ou eventos como a chuva e aos poucos, começa a refletir sobre a vida e contesta acerca de momentos que vive diariamente e que nem percebe. Até comenta com a mulher, mas ela nem sequer presta atenção.

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Guy começa a se sentir diferente diante de algumas situações e ao ser chamado para uma emergência, se depara com uma senhora relutante em deixar seus livros, que ao não concordar com o que será feito com suas obras, ela própria ateia fogo em tudo, inclusive em si. O bombeiro antes mesmo de presenciar a cena, acaba por ficar com um livro e diferente do que costuma fazer, ao invés de incinerar, ele o guarda e depois de visualizar a triste cena, o fogo queimando com a dona das obras, pensamentos divergentes passam em sua mente. Ao chegar em casa, ele se sente mal e antes que a mulher descubra, esconde o livro no travesseiro. No dia seguinte, ainda está mal e acha melhor não ir trabalhar, por isso pede a esposa que avise seu supervisor, o mesmo concorda, mas resolve lhe visitar. Depois da visita, Montag é surpreendido, o segredo que imaginou ter guardado, é descoberto e resta apenas a ele lutar por seus ideais e ser forte para enfrentar a opressão e as consequências dos seus atos.

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Fahrenheit é um livro com poucas páginas, mas muito conteúdo. É incrível a abordagem do mesmo com relação a alienação da população, porque por mais que haja uma proibição vinda do governo para com a leitura, quem realmente está formando uma barreira é o próprio povo que sequer questiona o fato e simplesmente concorda por comodismo.

Ao ler esse livro é impossível não refletir sobre a situação atual, ainda há essa queima de livros, mas agora de uma maneira figurativa, é só pensarmos nos diversos acontecimentos nos quais presenciamos e simplesmente nos mantemos calados, seja por preguiça, medo, desânimo. Além disso, já se houve na história momentos de se proibirem e até queimarem livros, atualmente ainda há essa repressão em alguns países, não somente com obras, mas também conteúdo cultural e jornalístico.

Com a tecnologia, muitas pessoas se acostumaram a salvar conteúdo nos favoritos, é muito mais simples deixar salvo artigos e notícias no computador, sabendo que as mesmas estarão ali quando precisar e isso não é bom, com o tempo o indivíduo se torna escravo dos meios digitais e mal consegue guardar informações básicas e nem sequer argumentar e/ou manter uma conversa com um pouco mais de conteúdo. Por isso devemos nos questionar sobre tudo, desde situações do cotidiano até mesmo sobre questões de âmbito mundial, é fundamental ter um pensamento formado sobre os assuntos e caso não consiga formá-los, procurar saber mais, estudar.

Recomendo a leitura a todos, é um ótimo livro!

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Boa leitura, beijos! ♥

SINOPSES

Cinder – Marissa Meyer ( Série Crônicas Lunares #1)

Editora: Rocco11235712

Páginas: 448

Romance de estreia da norte-americana Marissa Meyer, Cinder, primeiro volume da série Crônicas Lunares, já foi editado em 23 países. Sucesso editorial na Espanha, França, Alemanha, em Portugal, no Japão e muitos outros, chega agora ao Brasil. A previsão é de que o livro seja o primeiro de quatro contos de fadas cibernéticos, que, numa linguagem ágil e acessível, transporta o leitor para um futuro distante, em que a terra, depois de quatro guerras, se divide em “comunidades” assombradas pela ameaça constante de uma invasão lunar.

Na comunidade oriental, mais precisamente em Nova Pequim, uma cidade atulhada de construções futuristas e gente que se desloca em “autodeslizadores”, vive uma adolescente de 16 anos, de nome Cinder. Depois de um trágico acidente, ela é transformada em ciborgue (metade humana metade máquina). Seus talentos como mecânica chegam aos ouvidos do príncipe Kai, que, ao procurá-la para fazer reparos em seu androide, descobre mais que uma profissional competente. Kai é tomado pela paixão.

Refém da madrasta que a humilha e a tem sob sua guarda desde a morte do marido, o cientista que a salvou, é apontada como culpada por contagiar a irmã, uma humana e amiga, atingida pela peste que há uma década assola o planeta. Cinder é entregue aos pesquisadores, na condição de cobaia. Eles, porém, descobrem que a garota é um exemplar único, que pode mudar o rumo da disputa intergalática.

O universo mágico traçado por Marissa Meyer, ao longo de 38 capítulos, envolve o leitor, que imediatamente se torna íntimo de termos como Modelo Tutor 8.6 e outras esquisitices do gênero. A prosa surpreendente flui e faz com que eles pareçam familiares. Há ação em cada página, mas também lugar para imagens tão singulares quanto as que descrevem Nova Pequim. “Os telhados de ouro pontiagudos brilhavam em cor laranja sob o sol e as janelas refletiam as luzes da cidade. As cumeeiras ornamentadas, os pavilhões diferenciados que oscilavam perigosamente perto da borda do penhasco, os templos arredondados se esticando para os céus.”

Boa leitura, beijos! ♥