RESENHAS

Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

Oii, boa tarde leitores!

A resenha ilustrada de hoje envolve uma distopia que foi selecionada pelo Book Club para ser lido no mês de maio. Quando vi ao que se referia o título, fiquei um pouco apreensiva, não costumo ler livros com essa temática, mas em contrapartida também fiquei curiosa, é uma obra que recebe sempre muitos comentários positivos.

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Em um futuro incerto, as casas são a prova de fogo e as pessoas não possuem a permissão de ler livros, o governo atual parte da premissa de que as informações necessárias e a cultura devem ser transmitidas, absorvidas através das televisões.

O papel que os bombeiros desenvolvem já não inclui apagar incêndios, eles possuem unicamente a função de queimar livros, ou seja, quando alguma pessoa é vista lendo, a polícia é chamada para prender a mesma e em seguida os bombeiros fazem seu trabalho de queimar a prova do crime.

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Guy Montag é casado com Mildred, mulher essa que concorda com o governo, passa seus dias assistindo a televisão e é viciada em pílulas para dormir. Ele é bombeiro e gosta da profissão, se sente útil e não se questiona se o que faz realmente é correto.

Um dia, Montag está voltando para casa e se depara com Clarisse, uma jovem menina que está a caminhar e que pergunta se o mesmo pode acompanhá-la até em casa, ele concorda e a partir desse dia inicia-se não somente uma amizade, mas também o modo de pensar do mesmo começa a se alterar. Ele se surpreende com a felicidade que ela sente diante de pequenas situações e/ou eventos como a chuva e aos poucos, começa a refletir sobre a vida e contesta acerca de momentos que vive diariamente e que nem percebe. Até comenta com a mulher, mas ela nem sequer presta atenção.

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Guy começa a se sentir diferente diante de algumas situações e ao ser chamado para uma emergência, se depara com uma senhora relutante em deixar seus livros, que ao não concordar com o que será feito com suas obras, ela própria ateia fogo em tudo, inclusive em si. O bombeiro antes mesmo de presenciar a cena, acaba por ficar com um livro e diferente do que costuma fazer, ao invés de incinerar, ele o guarda e depois de visualizar a triste cena, o fogo queimando com a dona das obras, pensamentos divergentes passam em sua mente. Ao chegar em casa, ele se sente mal e antes que a mulher descubra, esconde o livro no travesseiro. No dia seguinte, ainda está mal e acha melhor não ir trabalhar, por isso pede a esposa que avise seu supervisor, o mesmo concorda, mas resolve lhe visitar. Depois da visita, Montag é surpreendido, o segredo que imaginou ter guardado, é descoberto e resta apenas a ele lutar por seus ideais e ser forte para enfrentar a opressão e as consequências dos seus atos.

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Fahrenheit é um livro com poucas páginas, mas muito conteúdo. É incrível a abordagem do mesmo com relação a alienação da população, porque por mais que haja uma proibição vinda do governo para com a leitura, quem realmente está formando uma barreira é o próprio povo que sequer questiona o fato e simplesmente concorda por comodismo.

Ao ler esse livro é impossível não refletir sobre a situação atual, ainda há essa queima de livros, mas agora de uma maneira figurativa, é só pensarmos nos diversos acontecimentos nos quais presenciamos e simplesmente nos mantemos calados, seja por preguiça, medo, desânimo. Além disso, já se houve na história momentos de se proibirem e até queimarem livros, atualmente ainda há essa repressão em alguns países, não somente com obras, mas também conteúdo cultural e jornalístico.

Com a tecnologia, muitas pessoas se acostumaram a salvar conteúdo nos favoritos, é muito mais simples deixar salvo artigos e notícias no computador, sabendo que as mesmas estarão ali quando precisar e isso não é bom, com o tempo o indivíduo se torna escravo dos meios digitais e mal consegue guardar informações básicas e nem sequer argumentar e/ou manter uma conversa com um pouco mais de conteúdo. Por isso devemos nos questionar sobre tudo, desde situações do cotidiano até mesmo sobre questões de âmbito mundial, é fundamental ter um pensamento formado sobre os assuntos e caso não consiga formá-los, procurar saber mais, estudar.

Recomendo a leitura a todos, é um ótimo livro!

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Boa leitura, beijos! ♥

ALEATORIEDADES

BookClub: Respondendo a tag “Arco-íris”

Oii, boa tarde leitores!

O tema da blogagem coletiva do mês envolve responder a tag “Arco-íris”. Para isso a ideia é escolher um livro para cada cor do fenômeno:  vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo/ anil e violeta.

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Vermelho: A Elite 

Aproveitando que o último livro da série “A Seleção” foi lançado recentemente, escolhi o segundo volume para representar a cor e de certa forma homenagear a autora Kiera, adoro sua escrita.

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Laranja: Contos e Lendas dos Irmãos Grimm – Volume 8

Eu tenho a coleção inteira dos Irmãos Grimm, sou apaixonada pelas ilustrações, não podia deixar de fora essa edição.

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Amarelo: Wayne de Gotham

Tenho outros livros amarelos, mas atualmente esse ganhou meu coração, adoro o Batman e a história desse livro é fantástica, a abordagem do autor sobre os pais do super-herói foi incrível.

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Verde: Um Amor, Um Café & Nova York

Meu mais novo queridinho, eu amo romance e amo Nova York, esse livro me conquistou com sua doçura e ilustrações.

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Azul: Deixe a neve cair

Já li outros títulos do John Green e devo mencionar que esse é um dos que mais gostei, recomendo a leitura a todos que gostam de contos natalinos, os três são maravilhosos.

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 Indigo/Anil: Mulheres Apaixonadas

Achadinho do sebo, ainda não li, mas estou bem curiosa para conhecer o clássico.

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Violeta: Triângulo de 4 lados

História mais amorzinho, fiquei um pouco inconformada com as atitudes da personagem principal perante seus pretendentes, mas aos poucos aprendi a entendê-la. Quero muito ler a continuação e em breve posto a resenha ilustrada aqui no blog.

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Espero que tenham gostado, sintam-se à vontade para responder a tag, vou adorar ver suas respectivas escolhas literárias, lembrando que a cor pode estar na capa e/ou na lombada.

 

 

Boa leitura, beijos! ♥

RESENHAS

Para todos os garotos que já amei – Jenny Han (Série Para todos os garotos que já amei #1)

Oii, boa tarde leitores!

O livro escolhido do mês de Março do Book Club foi “Para todos os garotos que já amei”, da Jenny Han. Eu já havia lido ano passado e até tinha feito uma resenha ilustrada, mas faz tanto tempo que resolvi reler e atualizar o post.

Lara Jean mora com seu pai e suas duas irmãs, ela tem que lidar a morte recente de sua mãe e agora que sua irmã mais velha Margot irá para a Escócia para estudar, ela será responsável pela casa e por cuidar da irmã caçula Kitty.

Lara mantem ao longo dos anos o costume de escrever cartas de amor, mas não são meros textos, são textos que descrevem sobre tudo o que sente/sentia a respeito de velhos amores. A jovem as escreve para se libertar do sentimento e poder falar sobre tudo que não teria coragem de falar ao vivo, tantos pontos positivos como negativos. Quando ela escreve, o faz para si, por isso guarda todas as cartas muito bem em uma caixa azul petróleo que ganhou de sua mãe para que ninguém as leia e também para que os destinatários nunca saibam da existência.
Até que um dia, essas cartas são enviadas, Lara não sabe quem pode ter feito isso e o que fazer para reverter, já que são verdadeiras declarações e descrições sobre o que pensa sobre os meninos. O mais difícil é que sua irmã conselheira/confidente está distante e além disso uma das cartas enviadas era sobre o ex da mesma, portanto ela não pode contar a verdade, tendo assim que manter a história em segredo e fingir que nada está acontecendo.

Josh, o ex-namorado da irmã assim que recebe a carta fica surpreso com o que está escrito e quer conversar com Lara a respeito, mas a mesma se sente envergonhada e para distrair a atenção acaba se envolvendo com Peter, um dos meninos que ela um dia também havia se apaixonado.

Dessa maneira, Lara Jean e Peter vão se conhecendo melhor e aos poucos vão descobrindo que fingir um relacionamento para os outros é fácil, o difícil é enganar o coração.

“Você sabe como é gostar tanto de alguém que é insuportável saber que
essa pessoa nunca vai sentir a mesma coisa por você? Provavelmente
não. Pessoas como você não precisam sofrer por esse tipo de coisa.”

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“Quando uma pessoa fica longe muito tempo, você começa a guardar na memória todas as coisas que quer contar. Tenta manter tudo organizado na cabeça. Mas é como tentar segurar um punhado de areia: os grãos mais finos escapam da mão, e, de repente, você só está segurando ar e brita. É por isso que não se pode tentar guardar tudo assim.
Porque, na hora em que finalmente elas se reencontram, acabam colocando em dia as coisas importantes, porque dá muito trabalho contar os pormenores. Mas são os detalhes que compõem a vida.”

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“— Você só gosta de caras com quem não tem chances, porque tem medo. Do que você tem tanto medo?
Eu me afasto dele até encostar na parede.
— Não tenho medo de nada.
— Até parece. Você prefere criar uma versão idealizada de alguém na sua mente a ficar com a pessoa de verdade.”

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“Se você fosse meu, eu nunca teria terminado com você, nem
em um milhão de anos.”

Um livro incrível, a história conta sobre algo que poderia ocorrer com qualquer pessoa, é só imaginar que ao invés de cartas, as conversas de celular ou as mantidas através de redes sociais com seus confidentes poderiam ser expostas e mandadas para cada pessoa comentada, seria assustador. Eu recomendo a todos, é uma leitura rápida e bem tranquila e o melhor é que tem continuação, inclusive já terminei e devo postar a resenha ilustrada no final de semana.

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Boa leitura, beijos! ♥

ALEATORIEDADES

BookClub: Respondendo a tag “Mulheres na Literatura”

Oii, bom dia leitores!

O tema da blogagem coletiva do mês é uma homenagem para todas as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher. Eu achei fantástico, costumo ler livros de muitas autoras e me inspiro em algumas personagens.

1. Minha autora preferida

Não preciso pensar muito para responder, sou apaixonada pela Jane Austen, desde que a conheci não consigo abandonar suas obras e pesquiso sempre detalhes a respeito de sua vida, ela foi, é e continuará sendo uma mulher incrível!

2. Uma autora que eu gostaria de ler

Paula Pimenta, eu sempre vejo trechos de alguns livros e me atrai muito, além é claro dos vários comentários positivos acerca dessa autora. Sua personagem Fani é muito querida pelos leitores.

3. Um livro com uma protagonista feminina incrível

Emma Harte é uma personagem admirável, uma mulher que começou do zero em um lugar desconhecido estando grávida e podendo contar apenas com si. Eu quando a conheci fiquei impressionada com sua força de vontade e garra para atingir seus objetivos. Resenha.

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4. Uma personagem feminina que me inspira

A Angela de “Eu amo New York” me inspirou no ponto em que deixou para trás uma vida que só iria lhe fazer sofrer e soube manter a cabeça erguida, recomeçando em outro país, aproveitando as oportunidades que lhe apareciam. Resenha.

5. Uma personagem com a qual me identifico muito

Me identifiquei muito com  Hyacinth Bridgerton, a caçula da Família Bridgerton. Assim como a mesma costumo ser amável, mas às vezes um pouco mandona. Entendo perfeitamente seu medo do amor, de confiar e até mesmo de se comprometer e acabar perdendo sua identidade por causa de um sentimento. Resenha.

6. Uma personagem forte/ corajosa

Judith Dunbar, personagem do livro “O Regresso” é um ótimo exemplo de mulher que passou por muitas situações, inclusive uma guerra, mas que nem por isso se deixou abalar, pelo contrário se manteve forte, preparada para tudo que pudesse vir a acontecer.

7. Meu livro preferido com uma protagonista feminina

Meu livro preferido da vida, que sempre costumo ler é “Orgulho e Preconceito”, o casal Mr. Darcy e Elizabeth são memoráveis.

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8. Um livro com uma mulher decidida

Sophia Amoruso é o exemplo de mulher que soube e sabe como aproveitar as oportunidades para alcançar seus objetivos, durante todo o livro ela tomou decisões que mudaram o rumo da sua vida.

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9. Um livro com uma mulher inteligente

Como não lembrar da Miss Marple ♥

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10. Uma personagem que faz tudo por amor

Sofia da série “Perdida”.  A personagem aceita deixar tudo para trás e até mesmo perder confortos que para nós são fundamentais para ficar com Ian, seu grande amor.

São tantas autoras e personagens femininas incríveis que confesso ter sentido dificuldade em escolher, sintam se à vontade para responder a tag.

Confiram as respostas das outras leitoras do Book Club:

Cecília     Isa     Mari     Vick

Aproveitando o espaço os convido para visitar a página do Book Club no Facebook.

Boa leitura, beijos! ♥

RESENHAS

Por Lugares Incríveis – Jennifer Niven

Oi, boa noite leitores!

Apesar de estar postando essa resenha à noite, a parte escrita foi feita durante a madrugada de sábado passado.

Acabei de ler “Por Lugares Incríveis” e acho que é o melhor momento para escrever o que estou sentindo, o que o livro representa. Estou um pouco impressionada, surpresa com a maneira como ele me tocou e o turbilhão de sentimentos que causou. Além é claro das frases soltas, momentos e pensamentos que estão percorrendo minha cabeça.

Flynn é um jovem conhecido e tratado na escola como uma aberração, ele sobre bullyng por causa do seu estilo e sua maneira de ser. Tem poucos amigos, seus pais são separados e não possui namorada fixa. Poucas são as pessoas que realmente se preocupam com ele, a maioria prefere imaginar que esse jeito dele é normal, apenas da idade talvez, que não se passa de uma simples fase.

Violet é ou foi uma jovem popular, líder de torcida, a namorada de um dos garotos mais estimados da escola e uma ótima escritora, inclusive uma das criadoras de um blog de sucesso e reconhecido por muitas pessoas. Sempre feliz e muito amada pela família e os amigos, ve seu mundo virar de ponta cabeça quando a irmã morre em um acidente de carro. O impacto é tão grande que a mesma não sabe como prosseguir com sua vida, como continuar, voltar a rir sabendo que um ente querido não pode mais ouvi-la e mais, saber que a ideia de mudar o trajeto foi dela e que talvez se não tivesse opinado, o acidente poderia ter sido evitado.

Flynn e Violet se conhecem na torre da escola, ele vai para o local porque isso o faz repensar a vida, um passo e a vida que um minuto atrás estava intacta pode simplesmente
evaporar. E é nesse mesmo local que ele conhece a jovem, não consegue acreditar o por que dela estar no parapeito, por isso com cautela a ajuda e juntos voltam para um lugar seguro, mas é claro que para todos da escola, ele é a grande aberração e a jovem quem o salvou de uma tragédia e não o contrário.

Inicialmente isso se torna um segredo dos dois, para todos ele é que iria se jogar lá de cima e não ela. Ele tenta se aproximar para conversar e tentar entender o porque dela ter sequer pensado na ideia de cometer um ato irreversível e ela apesar de se manter fechada, aos poucos vai cedendo e tentando entender melhor sobre Flynn, o estranho menino que a salvou.

Entre poucas palavras e olhares, Violet e Flynn acabam se conhecendo e passando mais tempo juntos por causa de um projeto proposto na aula de geografia. A ideia é simples,
teriam que escrever sobre duas ou três maravilhas de Indiana, registrando tudo através de fotos, videos e anotações. O que parece ser apenas um exercício de sala, acaba mudando a vida dos dois jovens, ele consegue ajudá-la e a faz compreender quem é a verdadeira Violet e conhecer mais sobre seus respectivos sonhos, medos e anseios e ela vai ajudando Flynn a se conhecer e mostrar que a vida tem um grande valor e que juntos podem se divertir e encontrar o prazer que a vida pode lhes proporcionar.

Ao invés de apenas 2 ou 3 lugares, juntos escolhem diversas localizações com pontos marcantes e a cada tarefa completa vão deixando objetos e suas marcas. Ele a ajuda com
o medo de carro e também com a escrita e pouco a pouco Violet volta a sentir bem escrevendo e até pensa em criar um novo blog com ideias distintas.

Durante toda a história, um ajuda o outro, seja com palavras ou gestos e ao final acabam terminando o trabalho de geografia juntos, não da maneira convencional, mas
ainda sim próximos.

O tema suicídio ainda é visto como um tabu, é um assunto meio polêmico que poucos compreendem, acham um absurdo a pessoa acabar com a vida dessa maneira, como se ela
tivesse escolha e simplesmente agisse assim por gostar. É mais difícil do que se pensa, pessoas com problemas psicológicos são tão ou mais doentes que os que estão
sofrendo de algum dano físico. Triste saber que em casos onde por algum motivo a pessoa quis acabar com seu sofrimento é vista de forma tão relapsa, em muitos enterros
nem sequer são valorizadas e poucos são os que levam flores, algo tão simples, mas importante e simbólico. Já ouvi sobre alguns casos de suicídio na minha cidade
e de alguém próximo que chegou a pensar, mas que felizmente não cometeu e eu sempre fico muito sensibilizada, penso no assunto por dias, meses e tento compreender
o porque disso ter que ocorrer, é tão deprimente e triste saber que uma pessoa chega ao ponto de não conseguir achar felicidade em lugar algum e que a única solução
que encontra e que imagina que vai lhe libertar e fazer se sentir bem é acabar com a própria vida. Por isso devemos discutir mais sobre o assunto, pois quanto mais se falar, mais casos serão evitados. A solidão é algo que nem sempre é percebida, seja porque a pessoa esconde muito bem ou porque ultimamente sinto que poucos são os que realmente se preocupam e querem saber sobre os sentimentos e como o outro está se sentindo, basta pensar na forma
mais banal de cumprimento: Oi, tudo bem? quantos que realmente param para ouvir e não apenas viram as costas e vão correr com suas vidas. Não digo que temos que ficar o
dia todo contestando e abordando conhecidos para saber o que se passam em suas vidas, mas uma palavra amiga, um sorriso, um mimo não somente muda um dia, como às vezes pode fazer toda a diferença.
Eu relutei muito em ler esse livro, eu vi a indicação através do Book Club, enrolei e fiquei pesquisando resenhas para saber sobre o desfecho por medo e hoje posso dizer que apesar de sentir um aperto no coração, eu agradeço. Ele dá um choque de realidade absurda, daqueles que te fazem refletir por horas a fim. Comecei a ler e senti uma certa leveza da autora em falar sobre casos de grandes personalidades que partiram cedo e imaginei que fosse ficar assim, mas aos poucos ela vai aumentando a carga para que o leitor não se assuste a ponto de abandonar o livro, eu confesso que quase o fiz, mas no fundo sabia que não poderia, ainda mais porque se o fizesse estaria confirmando algo que não concordo que é fugir do assunto, fingir que ele não existe. Por mais baqueada que eu esteja, agora compreendo um pouco mais, sinto muito pelas famílias que já perderam alguém e mais, sinto pelas pessoas que não conseguiram se encontrar, que se sentiram sozinhas e que não puderam contar com ninguém ou até mesmo não sentiam que mereciam a atenção, por vergonha ou por se sentirem sem valor.

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Essa é minha maior resenha, isso se deve talvez por eu estar escrevendo logo após ler e as emoções ainda estarem fortes.
Sintam se à vontade para comentar, eu recomendo a leitura a todos, ele é um daqueles livros que leitores mais sensíveis vão chorar muito, mas todos vão tirar uma bela lição e poderão compreender melhor o que se passa com pessoas que já não se sentem tão bem nesse mundo e que pensam que a única solução é partir.

Boa leitura, beijos! ♥

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ALEATORIEDADES

BookClub : Respondendo a tag “12 Meses na Estante”

Oii, boa noite leitores!

Sempre quis participar de um clube de leitura e quando descobri o Book Club, achei que seria a oportunidade perfeita para começar. A proposta do mesmo é bem simples, todo mês será escolhido um livro para ser comentado e resenhado + blogagem coletiva. O tema da blogagem desse mês envolve responder a Tag: “12 Meses na Estante”.

1. Janeiro – o mês que inicia um ano novo: Um livro com uma citação que você goste.

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2. Fevereiro – mês do Carnaval: O livro com a capa mais colorida da sua estante.

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3. Março – Dia Internacional da Mulher: Um livro que tenha uma mulher como capa e como autora.

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4. Abril – em abril, águas mil: Encontre na sua estante o último livro que te fez chorar.

 

5. Maio – mês das mães: Um livro com enredo sobre família.

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6. Junho – mês dos namorados: Um livro que tenha um romance de tirar o fôlego.

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7. Julho – mês do inverno: Um livro com capa em tons de frio.

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8. Agosto – mês do desgosto: Um livro que você jamais leria de novo.

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9. Setembro – mês da primavera: Um livro cuja capa tenha flores ou pássaros.

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10. Outubro – o único mês cujo nome inicia e termina com a mesma letra: Encontre um livro cujo título inicie e termine com a mesma letra.

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11. Novembro – o verão está chegando!: Um livro que tenha amarelo ou laranja em sua edição (capa ou lombada).

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12. Dezembro – mês do Natal: Um livro que tenha verde ou vermelho em sua edição (capa ou lombada).

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Participem também ♥

Boa leitura, beijos! ♥