RESENHAS

Quinta Leitura Finalizada do Torneio MLV: Os Relógios – Agatha Christie

A resenha de hoje envolve um livro da minha querida e amada Agatha Christie. Escolhi este título para cumprir o segundo desafio proposto durante o Torneio MLV, que envolvia ler um livro indicado por um dos canais organizadores.

img_20170126_163115

Eu amo as histórias da Agatha Christie, já li alguns livros e assisti vários e vários filmes, dentre eles, “Os Relógios”. Diria que talvez por isso a leitura foi um tanto quanto previsível, eu não me recordava ao certo do criminoso, mas sabia de alguns detalhes. Uma curiosidade acerca do título é que no filme o Poirot possui uma presença ativa durante toda a investigação e no livro não, ele apenas possui uma participação especial.

img_20170115_154241_254

Sheila Webb é estenógrafa e trabalha em um escritório de datilografia. A mesma é chamada para um trabalho na casa da Miss Millicent Pebmarsh, uma deficiente visual com uma independência singular. Chegando no local, a jovem é surpreendida com a casa vazia, seguindo as instruções de sua chefe, ela entra e aguarda na sala, porém, o inesperado acontece e ela se depara com um corpo no chão. Assustada e em choque, ela corre para chamar ajuda e acaba esbarrando no agente secreto Colin Lamb.

img_20170126_163744

O rapaz entra rapidamente no local e chama um amigo da polícia para investigar. Ambos ficam intrigados com o fato da Sra. Pebmarsh não ter chamado Sheila a sua casa, por nenhum vizinho ter suspeitado e nem visto a vítima entrando na casa da senhora e mais, eles percebem que há na sala quatro relógios marcando a mesma hora: quatro e treze.

As jovens que trabalham no mesmo escritório de datilografia de Sheila são chamadas para esclarecer alguns pontos e uma delas em particular começa a apresentar um comportamento diferente. Edna Brent é considerada por todos, uma mulher boba e distraída, contudo, quando está prestes a dar informações fundamentais para o investigador, é encontrada morta em uma cabine telefônica.

Diante de tal situação, Colin pede ajuda a Hercule Poirot, que com pouco envolvimento, desvenda não somente os crimes, como também o que o agente secreto estava procurando quando foi abordado pela jovem Sheila.

img_20170126_163144

img_20170126_164045

Apesar da minha experiência ter sido um tanto quanto incômoda devido eu já ter assistido ao filme e saber o que aconteceria em alguns momentos, eu recomendo a leitura. A trama do livro foi muito bem desenvolvida, repleto de detalhes que fazem toda a diferença para a resolução do crime.

Boa leitura, beijos! ♥

RESENHAS

Terceira leitura finalizada do Torneio MLV: Os Treze Problemas – Agatha Christie

Oii, boa tarde leitores!

Não poderia deixar de fora desta maratona, os livros da querida e consagrada Agatha Christie

Escolhi “Os Treze Problemas” devido a capa feinha, convenhamos, ela é bem estranha, hehe. Ah, não há como não mencionar que a minha edição ainda por cima veio com um defeito imperdoável: “Um Caso de Hercule Poirot”, quando na verdade temos no enredo Miss Marple.

img_20170124_120029

Eu amo as histórias que envolvem a Miss Marple, ô senhorinha danada de esperta, é tão envolvente a maneira com que resolve os crimes e sempre com seu jeito quieto e observador.

img_20170122_172218w

Nesta obra, somos surpreendidos não apenas com uma história, mas sim uma história composta por treze contos.

Miss Marple recebe em sua casa o escritor e sobrinho, Raymond West; a atriz Joyce Lemprière; o ex-diretor da Scotland Yard, Sir Henry Clithering; o clérigo, Dr. Pender e o advogado Mr. Petherick e em meio a conversas sobre crimes não resolvidos, a atriz tem a ideia de formar um clube para que cada um presente possa contar sobre um mistério não resolvido de modo que os demais possam discutir, examinar e opinar acerca da resolução.

As reuniões acontecem semanalmente, ao todo são treze contos, sendo apresentado cada um em um capítulo.

Os contos são:

O Clube das Terças-Feiras
A Casa do Ídolo de Astartéia
As Barras de Ouro
A Calçada Tinta de Sangue
O Móvel do Crime
A Marca do Polegar de São Pedro
O Gerânio Azul
A Dama de Companhia
Os Quatro Suspeitos
Tragédia de Natal
A Erva da Morte
O Caso do Bangalô
Morte por Afogamento

img_20170122_172736w

A leitura foi rápida e cativante, os contos possuem uma trama muito bem desenvolvida onde fica difícil não se envolver e querer resolver os crimes junto aos personagens, hehe. Todos os crimes expostos possuem solução e adivinhem só quem as descobre? Siim, nossa personagem que inicialmente não é levada a sério, a que mora em uma pequena aldeia, cercada de poucos acontecimentos e que adora jardinagem e tricô. Ah! Como eu a adoro! ♥ 

Boa leitura, beijos! ♥

RESENHAS

A Aventura do Pudim de Natal – Agatha Christie

Oii, boa noite leitores!

Comecei a leitura deste livro achando que encontraria apenas uma história e não é que fui surpreendida com vários contos?! hehe

Logo no início, a autora já explica tudo:

“Este livro de ceia de Natal pode ser descrito como “As capa_aVENTURAS_PUDIM_NATAL.inddSugestões do Cozinheiro- Chefe”. Eu sou o cozinheiro-chefe!
Os pratos principais são dois: A Aventura do Pudim de Natal e o Mistério do Baú Espanhol; várias são as Entrées: A Extravagância de Greenshaw, O Sonho, e O Reprimido, e há, também, um sorvete de frutas: O Caso das Amoras Pretas.
O Mistério do Baú Espanhol pode ser classificado como um Especial de Hercule Poirot. E um caso em que ele considera ter estado em sua melhor forma! Miss Marple, por sua vez, sempre se orgulha de sua perspicácia em A Extravagância de Greenshaw.
A Aventura do Pudim de Natal é um deleite para mim mesma, uma vez que me faz lembrar, com prazer enorme, dos Natais de minha juventude.”

Como a mesma explica, é um livro composto por seis contos, confesso que inicialmente estranhei um pouco devido a rapidez com que os fatos ocorrem, normalmente a autora vai construindo os cenários e sentimentos que devemos sentir no decorrer e neste caso não há tanto suspense, é algo mais direto.

 

A Aventura do Pudim de Natal

Hercule Poirot é convidado a passar o Natal na casa de campo de um príncipe. Inicialmente o detetive não aceita, por ser inglês prefere passar a comemoração em casa da maneira mais confortável e não em uma casa antiga. Porém, depois de muita conversa, enfim, ele aceita. O convite surgiu devido a necessidade do jovem príncipe estar de casamento marcado e ter “perdido” um rubi, joia rara de família, de maneira tola, o que poderia acarretar em um escândalo e posteriormente o fim de seu matrimônio. O mesmo viajou para Londres em busca de diversão e acabou por ficar sem a joia,  emprestou a uma jovem e a mesma desapareceu sem dar explicações.

O detetive embarca neste caso pensando que apenas teria que recuperar a joia, porém, se depara com um bilhete misterioso, um pudim repleto de objetos e acaba presenciando até mesmo um crime.

Que conto mais rápido, nem senti o tempo passar. Cheguei a desconfiar do crime, mas me surpreendi quanto a recuperação da joia, hehe.

 

O Mistério do Baú Espanhol

Neste conto, o detetive Hercule Poirot se interessa por um caso envolvendo um homem encontrado dentro de um baú espanhol com um corte na garganta que está sendo muito discutido no jornal e por conta própria começa a se informar. Posteriormente, o mesmo é convidado pela mulher da vítima, a investigar o crime.

Margharita Clayton lhe explica que o marido recebeu uma carta e que precisava viajar para a Escócia e que por isso não poderia participar de uma festa. Na comemoração estavam vários convidados e como o corpo foi encontrado no recinto, todos se tornam suspeitos. Poirot conversa com todos as pessoas que estavam na festa a respeito do dia do crime e o que pensam a respeito. A partir de uma frase mencionada por um dos convidados do clássico “Otelo”, o detetive começa a fazer uma investigação minuciosa.

Devido a lista de suspeitos ser extensa é difícil chegar a uma conclusão a respeito do assassino logo no início. Me surpreendi muito com o desfecho e tenho certeza que muitos leitores também se surpreenderão e não vão nem acreditar na maneira como aconteceu o crime e o assassino, é uma pessoa tão óbvia. (Ok, paro por aqui, caso contrário, algum spoiler acabará saindo, hehe)

 

O Reprimido

O detetive Poirot recebe a visita em seu escritório de Lilly Margrava, dama de companhia de Lady Astwell. A última lhe pede para chamar o detetive, pois um crime ocorre em sua casa e discorda da decisão da polícia quanto ao principal suspeito. Não consegue crer que o filho da vítima seria capaz de executar tal ato.

Dentre os suspeitos investigados por Poirot estão o secretário, o mordomo, a mulher e o irmão.

Final surpreendente, a autora comprova que até mesmo em poucas linhas pode impressionar o leitor.

 

♥ O Caso das Amoras Pretas

Poirot se encontra com Sr. Bonnington em um restaurante e eles discutem acerca dos pedidos feitos por homens e mulheres, normalmente os homens gostam de pedir sempre a mesma opção, enquanto as mulheres diversificam. A partir do assunto, o acompanhante do detetive faz uma observação a respeito de um cliente que sempre frequenta o restaurante em dois dias específicos da semana, além de se manter no cardápio e que por um motivo não conhecido aparece em um outro dia e pede justamente pratos os quais abomina.

Poirot ouve o relato do amigo e decide investigar este estranho fato, descobrindo posteriormente que o cliente desaparecido é Henry Gascoigne. O mesmo apareceu nas páginas de óbitos do jornal e o detetive não somente descobre isto como também desvenda o mistério acerca de sua morte.

Eu adorei este conto, é uma narrativa extremamente rápida e muito bem explicada, uma das melhores.

 

O Sonho

Poirot recebe uma carta de um tal Sr. Benedict Farley, um empresário rico e excêntrico, o chamando urgente. O mesmo conta ao detetive que todo dia sonha que vai até a escrivaninha, pega o revólver e se mata. Completa ainda que nunca foi hipnotizado e que consultou três médicos que foram insignificantes. Poirot fica intrigado com o caso e ainda mais alarmado depois de receber a notícia da morte do cliente. Começa então a investigar e o que a princípio parecia ser apenas uma simples carta, se torna peça fundamental para a resolução do crime.

A trama é muito bem desenvolvida, adorei!

 

A Extravagância de Greenshaw

Para finalizar, um conto simples e rápido com a presença de Miss Marple. A mesma investiga um crime um tanto quanto estranho, a vítima é assassinada com uma flecha.

Miss Marple para chegar até o autor do crime deve se atentar a pequenos detalhes.

De todos, este foi o mais fraco, esperava mais emoção.

 

Quando comecei a leitura, imaginei que fosse encontrar mais contos de natal, porém não me decepcionei, pelo contrário, adorei os contos e a maneira com que narram muito em pouco tempo, é fantástico!

Boa leitura, beijos! ♥

RESENHAS

O Natal de Poirot – Agatha Christie (Especial de Natal #2)

Oii, boa noite leitores!

A resenha de hoje envolve um livro da autora Agatha Christie. Sou apaixonada pela escrita e o modo com que a mesma nos envolve a cada capítulo, é impressionante como consegue sempre cativar. Fazia tempo que não lia nenhum livro dela e ao descobrir este título, não tive dúvidas que seria a oportunidade perfeita para matar a saudades

Sinopse:

Véspera de Natal. A reunião da família Lee é arruinada pelo natalbarulho ensurdecedor de móveis sendo destroçados, seguido de um grito agudo e sofrido. No andar de cima, o tirânico Simeon Lee está morto, numa poça de sangue, com a garganta degolada. Mas quando Hercule Poirot, que está no vilarejo para passar o Natal com um amigo, se oferece para ajudar, depara-se com uma atmosfera não de luto, mas de suspeitas mútuas. Parece que todos tinham suas próprias razões para detestar o velho…

 

Stephen Farr e Pilar Estravados se conhecem durante a viagem de trem para Londres. Ela está viajando para se encontrar com Simeon Lee, seu avó, um homem que deixou de conversar com a filha depois que a mesma se casou sem o seu consentimento. A jovem se sente curiosa e nada amedrontada, seu sangue espanhol a protege de toda e qualquer insegurança.

Já Stephen Farr é um jovem rapaz britânico, que nasceu e morou por muito tempo na África do Sul, seu pai tinha negócios por lá, trabalhava com diamantes.

 

Simeon Lee vive com seu filho Alfred e sua nora Lydia, infelizmente o mesmo já não possui a mesma vivacidade que tinha anos anteriores e por isso possui um enfermeiro particular. O velho é extremamente rico e por toda a vida isso foi motivo de glória e brigas, glória devido a vida regada de mulheres, bebidas, festas e afins e brigas, pois colecionou inimigos, rixas e era mal visto na família por trair a frágil mulher.

Por adorar alimentar situações de discórdia decide reunir toda a família para o Natal, incluindo todos os filhos, noras e a neta.

David é casado com Hilda e nutre um grande ódio pelo pai devido a traição do mesmo para com sua mãe e por isso se surpreende com o convite e a princípio não concorda, porém, sua mulher o aconselha a aceitar, seria uma oportunidade para fazerem as pazes.

George é casado com Magdalene, ele é um membro do Parlamento, representante de Westeringham. Conhecido por todos devido a seu comportamento avarento, aceita rapidamente o convite para cear com o pai, seria uma oportunidade para economizar, já que considera o Natal uma época dispendiosa. Importante ressaltar que o mesmo recebe uma mesada bem significativa do pai.

Harry é o filho problema, o mesmo saiu percorrendo o mundo, gastando dinheiro, jogando e sempre que se metia em encrenca recorria ao pai. Devido a isto, não é bem visto pelo irmão Alfred.

Por último e não menos importante, temos Pilar que é filha de Jennifer, que apesar de ter sido renegada pelo pai, o mesmo se sente curioso a respeito da neta.

Diante de uma casa repleta de convidados, algumas intrigas e muitos questionamentos, ocorre um assassinato. Enquanto todos os familiares estão reunidos no piso inferior da casa, barulho de móveis e louças se quebrando são ouvidos e junto a isso, um grito angustiante. Sem delongas, todos sobem para o piso superior rumo ao quarto de Simeon e infelizmente descobrem o corpo do mesmo todo ensanguentado.

A partir deste momento, todos se tornam suspeitos e para que o crime seja solucionado temos o auxílio do tão conhecido Hercule Poirot. O detetive está hospedado na casa de um colega quando o mesmo é chamado e por saber que seu convidado é um excelente solucionador de crimes o convida. Poirot aceita, mas com a condição de que acompanhará apenas como um consultor não oficial.

Wow! Eu sempre me surpreendo com as histórias da Agatha, sou apaixonada pelos filmes, séries e livros, a cada nova obra, uma sensação diferente. Estou escrevendo esta resenha de forma tão fluida, é como se ela estivesse ao meu lado ajudando sabe, calma, não fiquem assustados, é de uma maneira boa, hihi.

A história é dividida em 7 partes, a cada parte, uma data, achei isto fantástico, acrescenta uma emoção a mais. Logo no início da obra, ela faz uma dedicatória para o cunhado tão afetuosa, senti uma leve invejinha, haha:

Meu Querido James

Você sempre foi um dos meus leitores mais fieis e bondosos e, por isso mesmo, fiquei seriamente perturbada ao receber seu comentário crítico.
Queixou-se de que meus assassinatos estariam ficando refinados demais – na verdade, anêmicos. Demonstrou, também, o desejo de “um assassinato dos bons, violento e cheio de sangue”. Um assassinato em que não houvesse dúvida de ser assassinato!
Pois esta aí a história que escrevi especialmente para você. Espero que lhe agrade.
Com todo o carinho, de sua cunhada.

Eu confesso que cheguei a desconfiar do assassino, pela primeira vez fui anotando nomes e fatos que achava importante no decorrer da leitura, o que tornou a experiência muito mais emocionante e completa, mas nossa querida autora mesmo assim me surpreendeu ao explicar como o respectivo realizou tal façanha.

Recomendo a leitora a todos, é uma história rápida, fluida e muito envolvente!

Boa leitura, beijos! ♥

SINOPSES

Autobiografia – Agatha Christie

Editora: L&PM Editoresautobiografiaagatha

Páginas: 568

“Uma das coisas mais afortunadas que pode nos acontecer em vida é ter vivido uma infância feliz. Eu tive uma infância muito feliz.” São essas as linhas­ de abertura da Autobiografia de Agatha Christie (1890-1976), as memórias de toda a vida da romancista mais famosa e mais lida de todos os tempos, conhecida mundialmente como Rainha do Crime.

Autora de mais de cem livros, a maioria dos quais romances de mistério como os já clássicos Cai o pano e Assassinato no Expresso Oriente, além de contos e peças teatrais, criadora do investigador belga Hercule Poirot e da nada ingênua Miss Jane Marple, entre dezenas de outros personagens, Christie é o exemplo máximo de escritor bem-sucedido que deixou sua marca indelével na literatura. Tendo nascido no seio de uma família abastada, em Torquay, na Inglaterra, casou-se por paixão e trabalhou como enfermeira voluntária durante a Primeira Guerra Mundial (quando adquiriu um conhecimento sobre fármacos e substâncias químicas que lhe seria muito útil na composição dos intrincados assassinatos de seus livros); alcançou o sucesso cedo, em 1920, com a publicação do romance O misterioso caso de Styles. Seguiriam-se dezenas de obras publicadas, um divórcio, um novo casamento; uma carreira triunfante como poucos escritores têm o luxo de experimentar, uma vida peculiar, repleta de viagens e experiências quase impensáveis para as mulheres de sua geração.

Durante as décadas em que brindava com regularidade leitores do mundo inteiro com suas fascinantes e criativas histórias de mistério, pouco se soube sobre a vida da autora, ciosa de sua privacidade e avessa a entrevistas. Já na maturidade foi que ela começou, para sua satisfação pessoal, a redação desta Autobiografia, que seria publicada no ano seguinte à sua morte e que é, na verdade, um delicioso livro de memórias. Escolhendo os momentos e as experiências cuja rememoração lhe era mais prazerosa, esta contadora de histórias nata reflete sobre sua infância na Inglaterra do final da era vitoriana, sua juventude no período eduardiano, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial; a experiência de criar a filha única, os primeiros passos na carreira literária, o sucesso estrondoso que levou sua obra a ser traduzida em mais de cem línguas, a relação com as próprias obras e seus editores, as expedições que realizou a fim de acompanhar o segundo marido, Max Mallowan, arqueólogo catorze anos mais novo que ela.

Como que numa conversa espontânea com um amigo, Christie revela pessoas e fatos que inspiraram alguns de seus personagens e enredos, o que estava acontecendo em sua vida enquanto escrevia determinado romance e também sua sensível percepção sobre um mundo e uma sociedade que, ao longo de sua vida, passaram por mudanças drásticas.

Destas deleitáveis páginas, repletas de ternura, emerge, sim, uma mulher madura e feliz, relembrando o próprio passado, mas sobretudo uma mulher ousada, à frente do seu tempo, que trilhou seu próprio e inusitado caminho, numa existência tão interessante quanto literariamente exitosa.“Uma das coisas mais afortunadas que pode nos acontecer em vida é ter vivido uma infância feliz. Eu tive uma infância muito feliz.” São essas as linhas­ de abertura da Autobiografia de Agatha Christie (1890-1976), as memórias de toda a vida da romancista mais famosa e mais lida de todos os tempos, conhecida mundialmente como Rainha do Crime.

Se interessou pela história?

Leia um trecho: Autobiografia.

Boa leitura, beijos! ♥

SINOPSES

Meia-noite na Austenlândia – Shannon Hale

Editora: RecordCapa meia-noite na Austenlandia V4 DS.ai

Páginas: 320

Charlotte Kinder é bem-sucedida nos negócios, mas não no amor. Tentando se reerguer após um doloroso divórcio — e ainda obrigada a ver o ex-marido se casar com a amante —, ela passa a enfrentar o mundo dos programas arranjados com homens desconhecidos. Sem esperanças, se presenteia com duas semanas na Austenlândia, uma mansão interiorana que reproduz a época de Jane Austen. Lá, todos devem se portar de acordo com os costumes da Inglaterra regencial, ou seja, homens são perfeitos cavalheiros e o espartilho é item obrigatório nos trajes de uma dama. Porém, na verdade, os homens são atores, contratados para entreter as hóspedes.
Todos em Pembrook Park devem desempenhar um papel, mas, com o passar do tempo, Charlotte não tem mais certeza de onde termina a encenação e começa a realidade. E, quando os jogos na casa se mostram um pouco assustadores, ela descobre que talvez nem mesmo o chapéu mais bonito poderá manter sua cabeça grudada ao pescoço. Ao contrário do que se poderia pensar, Pembrook Park se revela um lugar intimidante, e a experiência de Charlotte passa a ser muito diferente da descrita no pacote de férias.

Boa leitura, beijos! ♥