RESENHAS

Pensei que Fosse Verdade – Huntley Fitzpatrick

Oii, boa noite leitores!

Estou participando do evento “Vamos Ler Juntos” da Editora Valentina que consiste em uma leitura coletiva do livro “Pensei que Fosse Verdade”. Quando fui convidada para participar, fiquei um tanto quanto receosa, não sabia ao certo quais conflitos e assuntos encontraria no livro, mas diante de tantos livros complexos que já tive a oportunidade de ler, não seria esse que deixaria de lado. Apesar de passar a semana lendo alguns capítulos, foi no final de semana mesmo que tive mais tempo e pude finalizar.

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Gwen Castle é uma jovem de 17 anos que mora em uma ilha e trabalha na sorveteria do pai, um homem ignorante e por vezes rude. Mora com o irmão Emory, o avô, o primo Nic que é como um irmão e a mãe. A última realiza faxinas para os veranistas da ilha. Durante o verão, Gwen tem a oportunidade de trabalhar para a Sra. Ellington, uma senhora que a viu crescer e que agora precisa de alguém para ajudá-la na casa e com atividades simples já que se machucou e seu filho não concorda em deixá-la sozinha. Apesar de um pouco relutante, a jovem acaba aceitando o emprego pelo salário ser bem maior do que está acostumada a ganhar e por ter as noites para si. Tudo parece perfeito até descobrir que o “faz-tudo” da ilha do ano é ninguém mais, ninguém menos que Cassidy Sommers. Se antes Gwen já tinha vontade de ir embora da ilha, agora ela é ainda maior, devido ao passado, ela não se sente bem em ter que conviver com ele, pelo menos é o que acha inicialmente.

“Porque de repente, quando você menos espera, está com quase vinte e um anos, e BUM -agora, as suas escolhas importam. Não se trata mais de saber se você prefere chocolate ou baunilha, a ponte ou o pier, Sandy Claw ou Abenaki. É a sua vida inteira que está em jogo. De repente, você fica a um triz, como disse Nic, de dar o passo errado. Ou o passo certo. E agora,  faz toda a diferença.”

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Nic nesse verão é sócio de Hooper e ambos trabalham no ramo de pintura, mas o que ele gosta mesmo é de natação, tanto que sonha em ser o capitão da equipe. Ele é namorado da melhor amiga de Gwen, Viv.

“Talvez eu tenha me calado porque não sei o que dizer. Ou talvez porque finalmente entendi que às vezes nós nos apegamos a uma coisa… uma pessoa, um ressentimento, um arrependimento, uma ideia de quem somos… porque não sabemos o que buscar em seguida. Que o que fizemos antes é o que temos que fazer de novo. Que só há recomeços e segundas chances. Mas talvez… eu tenha juízo demais para isso.”

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Durante todo o verão, podemos conhecer melhor sobre a jovem Castle, seus anseios, sonhos e preocupações. E para conseguir deixá-lo para trás, ela precisará viver o presente da melhor forma para então construir um belo futuro.

“Quando é amor de verdade, nenhum equipamento é necessário: basta você olhar nos olhos da pessoa para saber.”

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Eu finalizei a leitura sem palavras, a autora abordou assuntos complexos de uma maneira rápida, penso eu que ela fez isso para que os leitores discutissem mais. É difícil escrever essa resenha sem dar nenhum spoiler e pela primeira vez eu dediquei um parágrafo para citar fatos que ocorrem no livro que são importantes. Senti a necessidade de expressar minha opinião perante os mesmos, por isso para quem não gosta de spoilers, peço para que pule esse próximo parágrafo.

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A autora aborda assuntos como o relacionamento entre pessoas de classes diferentes, Cass e Gwen sentem algo um pelo outro, mas são tantas as barreiras que colocam que fica difícil saber se realmente veremos algo concreto ou um mero romance de verão; a maneira como o pai da Gwen expõe seus pensamentos acerca dos mais ricos é um tanto quanto grosseiro, já que o mesmo pensa que a jovem deve se aproveitar dos mais ricos e tentar ganhar algo com isso, confesso que quando li tentei compreender a sua visão já que se casou cedo, herdou a sorveteria do pai e teve uma filha também muito jovem, mas há tantas maneiras de crescer na vida de forma honesta e por isso é recriminável seu conselho; a forma como o filho da Sra. Ellington a trata me incomodou muito, para ele a mãe já não está em plenas faculdades mentais e meio que se aproveita da mesma, acho tão errado e se já não gostava dele, imagina o que achei quando ele trata Gwen de forma antipática; quanto ao passado da personagem, é algo que não deve ser julgado, me incomoda saber que ainda há uma distinção exacerbada quanto a atitudes que homens “podem” cometer e mulheres não, a maneira como é aceita, é um grande absurdo; outro ponto também abordado é o relacionamento único, vemos isso com o casal Nic e Viv, que se tornaram namorados desde muito novos e que por isso não tiveram outras experiências, como podem ver é um livro que a cada capítulo te faz pensar em um assunto específico, eu amei e o mais curioso é a maneira como nossa forma de pensar vai se alterando conforme vamos amadurecendo, passando por novas situações e conhecendo novas histórias e pessoas.

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Não podia deixar de finalizar essa resenha, sem mencionar o quão bonita é a diagramação, a lombada ficou tão fofa sendo listrada, o efeito que dá na estante é incrível, além disso me apaixonei pelos detalhes de início de capítulo e página

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Eu super recomendo esse livro, a escrita da autora é tão cativante, ela sabe como acalentar o leitor e cheguei a ler alguns comentários falando acerca do início ser um pouco lento e realmente penso que a Huntley fez isso para tornar o passado da Gwen mais misterioso.

Boa leitura, beijos! ♥

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4 comentários em “Pensei que Fosse Verdade – Huntley Fitzpatrick

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